Territórios de Identidade

De acordo com o Decreto n° 6040 de 7 de fevereiro de 2007, os povos e comunidades tradicionais são definidos como “grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos por tradição”.

Entre os povos e comunidades tradicionais do Brasil estão quilombolas, ciganos, matriz africana, seringueiros, castanheiros, quebradeiras de coco-de-babaçu, comunidades de fundo de pasto, faxinalenses, pescadores artesanais, marisqueiras, ribeirinhos, varjeiros, caiçaras, praieiros, sertanejos, jangadeiros, ciganos, açorianos, campeiros, varzanteiros, pantaneiros, caatingueiros, entre outros.
(Fonte: https://territoriosculturaisbahia.wordpress.com/divisao-territorial/ )

Com o objetivo de identificar prioridades temáticas definidas a partir da realidade local, possibilitando o desenvolvimento equilibrado e sustentável entre as regiões, a partir de 2006, o Estado da Bahia passou a adotar os Territórios de Identidade como critério de regionalização. Hoje, o Estado reconhece a existência de 27 Territórios de Identidade, constituídos a partir da especificidade de cada região. Sua metodologia foi desenvolvida com base no sentimento de pertencimento, onde as comunidades, através de suas representações, foram convidadas a opinar.

O território é conceituado como um espaço físico, geograficamente definido, geralmente contínuo, caracterizado por critérios multidimensionais, tais como o ambiente, a economia, a sociedade, a cultura, a política e as instituições, e uma população com grupos sociais relativamente distintos, que se relacionam interna e externamente por meio de processos específicos, onde se pode distinguir um ou mais elementos que indicam identidade, coesão social, cultural e territorial.
(Fonte: http://www.seppir.gov.br/comunidades-tradicionais/o-que-sao-comunidades-tradicionais)

Territórios contemplados pelo Design Dialógico:
• Região Metropolitana de Salvador (Itaparica)
• Baixo Sul (Valença)
• Recôncavo (Saubara)
• Litoral Sul (Serra Grande)
• Chapada Diamantina (Rio de Contas)

Região Metropolitana de Salvador:
Aspectos Geoambientais:
A RMS é o 26º Território de Identidade da Bahia (o mais recente deles, constituído em 2009) contando com 4 375,123 quilômetros quadrados, possui um extenso litoral. Com exceção de Dias d’Ávila, Pojuca e São Sebastião do Passé, todos os seus outros municípios têm litoral, fazendo divisa seja com o Oceano Atlântico, como Mata de São João, Camaçari e Lauro de Freitas, ou com a Baía de Todos os Santos, como Itaparica, Candeias, Simões Filho, São Francisco do Conde, Madre de Deus, ou mesmo com os dois, como Salvador e Vera Cruz. Envolve ainda várias ilhas e ilhotas, dentre elas se destaca a ilha de Itaparica, a maior de todas. Nela, localizam-se os municípios de Itaparica e Vera Cruz. Além desses acidentes geográficos, destaca-se também a Baía de Aratu, uma baía menor no nordeste da Baía de Todos os Santos.A região é caracterizada pela total integração ao bioma Mata Atlântica. O clima que prevalece no território é o tropical úmido. O regime pluviométrico registra precipitações superiores a 2.000 mm anuais, com maior incidência de chuvas no outono e no inverno.
(Fonte: http://www.sdr.ba.gov.br/arquivos/File/PerfilMetropolitanodeSalvador.pdf )

População:
Como título de terceira maior região metropolitana em número de população no Nordeste brasileiro, a Região Metropolitana de Salvador – também conhecida por RMS ou Grande Salvador – é ainda a sétima mais populosa do Brasil e a 109ª do mundo com seus 3.574.804 habitantes (IBGE/2010).

Cultura:
A Região Metropolitana de Salvador é palco de típicas manifestações culturais e da musicalidade dos blocos afro e afoxés. Ainda há a forte evidência da cultura e religiosidade afro-descendente no local. Prova disso são os diversos terreiros de candomblé, igrejas e centros religiosos das mais variadas religiões, além das lavagens e festas religiosas do local: entre elas, a principalé a Lavagem do Bonfim em Salvador.
O artesanato da região está muito relacionado à pesca e se encontra em todos os municípios. A utilização de conchas de Salinas de Margarida por parte dos artesãos promove também o reaproveitamento de retalhos, fibra de coco e bordado de cerâmica.
Local de miscigenação e pluralidade de grupos culturais, a região abriga, dentre outros, as seguintes comunidades: comunidade quilombola de Pitanga dos Palmares,em Simões Filho; de pescadores e marisqueiras, em Salinas da Margarida, Itaparica e Vera Cruz; a comunidade indígena Kariri-Xocó, em Lauro de Freitas; a comunidade hippie de Arembepe e; as comunidades urbanas em Salvador, que possuem dinâmicas e características próprias (algumas mais articuladas, outras menos, porém cada uma com particularidades culturais e sociais como, por exemplo, os grupos culturais articulados de Plataforma, a musicalidade e a percussão do Engenho Velho de Brotas).

Baixo Sul:
Aspectos Geoambientais:
O Baixo Sul se caracteriza por ser litorâneo, daí ser um pólo turístico importante que se interliga por via marítima e fluvial, através, sobretudo, de barcos.O fluxo de pessoas de todas as regiões do Brasil e do mundo é intenso, nas praias e ilhas do território.
O patrimônio natural do Baixo Sul é composto por praias, ilhas, manguezais, restingas, rios, cachoeiras, estuários e serras e reservas remanescentes da Mata Atlântica. Valença é a cidade-pólo do território num sentido geral. No entanto, a oeste do Baixo Sul, o município de Gandu exerce influência sobre as vizinhas Piraí do Norte, Wenceslau Guimarães, Teolândia e Presidente Tancredo Neves.
O Baixo Sul caracteriza-se por apresentar clima tropical com elevadas temperaturas e precipitações, influenciadas pela proximidade do mar. As temperaturas médias anuais variam entre 21° e 25°C, sendo maiores e com menor amplitude térmica na faixa costeira. Os meses mais quentes estão entre janeiro a março e os mais frios são julho e agosto.
A Região do Baixo Sul pertence ao domínio da Mata Atlântica, denominação genérica que se aplica a diversas formações florestais fisionômica e floristicamente distintas. Apesar da grande importância biológica, o bioma Mata Atlântica está entre os mais ameaçados do mundo. No caso do Baixo Sul, o padrão de ocupação e uso dos recursos naturais não foi diferente do verificado no resto da Mata Atlântica. Sendo uma das regiões mais antigas de colonização no Brasil, iniciada ainda no século XVI, é historicamente relacionada ao abastecimento de alimentos para a cidade de Salvador. Mesmo com elevado nível de desmatamento, a Mata Atlântica no Baixo Sul ainda apresenta importantes remanescentes florestais em diferentes estágios de regeneração. As áreas de restinga, manguezais e cabruca (plantio de cacau em áreas de sub-bosque, sombreado com espécies arbóreas da Mata Atlântica) podem ser considerados de fundamental importância para a fauna da Microrregião.
Do ponto de vista hidrográfico, o Baixo Sul encontra-se inserido na Região e na Bacia Hidrográfica do Recôncavo Sul, estando limitado, ao norte, pela Bacia do Rio Jiquiriçá e, ao sul, pela Bacia do Rio de Contas. Entretanto, são as Subbacias Hidrográficas dos Rios Una, Almas, Cachoeira Grande ou Mariana, Acarai e Maraú que conformam e influenciam de modo mais direto o Baixo Sul.
Afora o Baixo Sul por ter uma área extremamente rica em recursos hídricos, há um conjunto de corpos d’água em condições variáveis de navegabilidade, expressivos complexos de mangues e quedas d’água de grande poder de atração turística, o que denota um valor ambiental e significado econômico, sobretudo para as populações ribeirinhas. Contudo, é exatamente em sua faixa litorânea, na Costa do Dendê, que se apresenta uma maior disponibilidade de águas subterrâneas.

População:
A população do Território do Baixo Sul da Bahia é de 359.593 habitantes, com 7.558 km² e densidade demográfica de 47,6 hab /km2 apresentando grau de urbanização considerado que há um crescimento médio das áreas urbanas todavia a zona rural apresenta uma taxa de crescimento negativa o que significa uma redução gradativa da população rural.

Cultura:
O Território Baixo Sul se caracteriza culturalmente pela sua forte expressão cultural ligada a sua raiz africana.
Várias manifestações culturais são encontradas na região a exemplo da Zambiapunga e do Arguidá. Além destes, encontram-se no Baixo Sul a Barquinha, o Boi Bumbá ou Boi Janeiro, Capoeira, Zabelinha, artesanato cerâmico, de coco, madeira, palha e piaçava, Ternos de Reis, Enrolador, Chegança de Mouros, Marujada, Congo, Burrrinha, Pau de Fita, dentre outras. A cultura popular tradicional coexiste com as linguagens mais contemporâneas nas artes visuais, dança, teatro, música, audiovisual.
Destaca-se no território a pesca, o que faz a região ser reconhecida pelo camarão que produz, tanto através do extrativismo como pela aquicultura. A construção naval artesanal, historicamente reconhecida, hoje encontra-se em decadência, assim como a indústria têxtil, que já foi de grande relevância no estado.Outro modo de produção importante para o Baixo Sul é a agricultura.
As comunidades de pescadores e marisqueiras encontram-se concentrados nos municípios Jaguaripe, Valença, Taperoá, Nilo Peçanha, Cairu, Ituberá, Igrapiúna e Camamu. Na agricultura destaca-se o cultivo do dendê, o cravo, o cacau, a piaçava e o guaraná.
Os artesãos se distribuem em todos os municípios, mas o artesanato de cerâmica de Maragogipinho, distrito de Aratuípe, é reconhecido internacionalmente e oficialmente são 250 ceramistas atuando na produção e comercialização.

(Fontes: Plano Desenvolvimento Territorial Sustentável do Baixo Sul da Bahia – 2010 ehttps://conferenciadecultura.wordpress.com/2011/10/22/territorio-de-identidade-baixo-sul/ )

Recôncavo:
Aspectos Geoambientais:
O Recôncavo caracteriza-se pelo clima tropical, registrando precipitação pluviométrica superior a 2 mil milímetros anuais, com as chuvas concentrando-se no outono e no inverno. As temperaturas variam entre a mínima de 14 graus e a máxima de 32 graus, embora haja ampla variação entre os municípios que integram o território. Parte do território margeia a Baía de Todos os Santos e o principal rio do Recôncavo é o Paraguaçu. O território é caracterizado pela ampla diversidade cultural e econômica, com marcante vocação para o turismo, em função da existência de rico patrimônio histórico, intensas atividades religiosas de matriz africana e significativas belezas naturais
(Fonte: http://www.sdr.ba.gov.br/arquivos/File/PerfilReconcavo.pdf )

População:
O Território de Identidade Recôncavo conta com população de 576,6 mil habitantes, de acordo com dados do Censo 2010 do IBGE. É composto por 20 municípios: Cabaceiras do Paraguaçu, Cachoeira, Castro Alves, Conceição do Almeida, Cruz das Almas, Dom Macedo Costa, Governador Mangabeira, Maragogipe, Muniz Ferreira, Muritiba, Nazaré, Santo Amaro, Santo Antônio de Jesus, São Felipe, São Félix, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Sapeaçu, Saubara e Varzedo. A área total dos municípios que integram o território alcança 5,2 mil quilômetros quadrados. O município com maior população é Santo Antônio de Jesus, com 90,9 mil habitantes, seguido de Santo Amaro, com 54,1 mil moradores.
(Fonte: http://www.sdr.ba.gov.br/arquivos/File/PerfilReconcavo.pdf )

Cultura:
O território é caracterizado pela ampla diversidade cultural e econômica, com marcante vocação para o turismo, em função da existência de rico patrimônio histórico, intensas atividades religiosas de matriz africana e significativas belezas naturais.
(Fonte: http://www.sdr.ba.gov.br/arquivos/File/PerfilReconcavo.pdf )

Litoral Sul:
Aspectos Geoambientais:
O bioma predominante no Litoral Sul é a Mata Atlântica. Localizado ao longo da costa, o território tem características climáticas consideradas homogêneas, com clima predominante tropical úmido, com algumas áreas de subúmido a seco. A temperatura varia entre 18 e 32 graus e as precipitações pluviométricas costumam oscilar entre 1.100mm e 2.000mm, concentrando-se entre o outono e o inverno.

População:
O Território de Identidade Litoral Sul possui extensão total de 14,6 mil quilômetros quadrados e população estimada de 772,6 mil pessoas, conforme dados do Censo 2010 do IBGE. O território é composto por 26 municípios: Almadina, Arataca, Aurelino Leal, Buerarema, Camacã, Canavieiras, Coaraci, Floresta Azul, Governador Lomanto Júnior, Ibicaraí, Ilhéus, Itabuna, Itacaré, Itajudo Colônia, Itajuípe, Itapé, Itapitanga, Jussari, Maraú, Mascote, Pau Brasil, Santa Luzia, São José da Vitória, Ubaitaba, Una e Uruçuca. Os dois maiores municípios do território são Itabuna (204,6 mil) e Ilhéus (184,2 mil). Nenhum dos demais municípios do Litoral Sul tem população superior a 33 mil pessoas.
(Fonte: http://www.sdr.ba.gov.br/arquivos/File/PerfilLitoralSul.pdf)

Cultura:
Destaca-se pelas riquezas naturais de belas praias e exuberante mata atlântica, com imenso potencial de turismo ecológico e cultural. “É a terra da literatura de Jorge Amado e Adonias Filho, terra de Capoeiras e Candomblés, terra de quilombos e índios.” Diversidade cultural espalhada por todo território.
(Fonte: http://culturalitoralsul.blogspot.com.br/p/territorio-litoral-sul.html)

Chapada Diamantina:
Aspectos Geoambientais:
As altitudes nesse território variam entre500 a1.000 metros, exceção para o Pico do Barbado, com 2.033 metros, localizado no município de Abaíra, ponto mais alto do Estado. Na região nascem os dois maiores rios baianos: o de Contas e o Paraguaçu. Em função do relevo, o clima exibe características tropicais, mas algumas cidades, na época do inverno, chegam a registrar temperaturas de 16° C.A diversidade de plantas existentes pode ser comparada à da Amazônia, O Pico das Almas é considerado uma grande geradora de espécies, com similaridade apenas nas regiões do Cabo (África do Sul), Cochó (parte ocidental dos Andes, na Colômbia) e no Sudoeste da Austrália. No Pico das Almas, no município de Rio de Contas, foram descobertas 131 espécies de plantas até então desconhecidas pela comunidade científica.
(Fonte: https://conferenciadecultura.wordpress.com/2011/10/12/territorio-de-identidade-chapada-diamantina/)

População:
O Território Chapada Diamantina – BA abrange uma área de 30.921,00 Km² e é composto por 24 municípios: Boninal, Bonito, Ibicoara, Iraquara, Jussiape, Lençóis, Mucugê, Nova Redenção, Piatã, Abaíra, Andaraí, Barra da Estiva, Ibitiara, Itaeté, Marcionílio Souza, Morro do Chapéu, Novo Horizonte, Palmeiras, Rio de Contas, Seabra, Souto Soares, Tapiramutá, Utinga e Wagner.
A população total do território é de 376.467 habitantes, dos quais 189.114 vivem na área rural, o que corresponde a 50,23% do total. Possui 36.876 agricultores familiares, 3.590 famílias assentadas e 38 comunidades quilombolas.
(Fonte: http://www.territoriosdacidadania.gov.br/dotlrn/clubs/territriosrurais/chapadadiamantinaba/one-community?page_num=0)

Cultura:
As manifestações culturais no Território Chapada Diamantina são bastante diversificadas. A potencialidade artística cultural da região está nas mostras religiosas, nas festas tradicionais como as festas juninas, as vaquejadas, o artesanato, a culinária e folclore em geral.A diversidade das Manifestações Culturais, as personagens ligadas a história do povoamento do território. Como o jarê, a Marujada e nossa principal manifestação os Ternos de Reis. As lendas das águas dos diversos rios; as personagens originadas das matas; os Velhos Griôs; e o Macutun Zezé e os Cão de Loi.A região possui vários bens considerados patrimônio estadual. Ao todo são sete cidades que juntas possuem um conjunto de 16 bens tombados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC).
Em Andaraí, foi tombada a área contígua de Proteção do Centro Histórico de Igatu. Na cidade de Lençóis houve o tombamento da Vila do Barro Branco e da Vila Estiva. Em Morro do Chapéu, a Vila do Ventura e a Igrejinha. Na cidade de Piatã, a capela de Nossa Senhora do Rosário e a Igreja Matriz do Bom Jesus.
Ainda na Chapada Diamantina, foram tombados no município de Seabra o Povoado do Alagadiço, a Lagoa da Boa Vista, o Campestre, o Cochó de Malheiro e o Vale do Paraíso. Na cidade de Wagner, a Igreja Presbiteriana, o Grace Memorial Hospital, e o Instituto Ponte Nova. E em Iraquara, a Vila do Parnaíba.
(Fonte: https://conferenciadecultura.wordpress.com/2011/10/12/territorio-de-identidade-chapada-diamantina/)

INSCRIÇÃO EM CURSOS

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