Projetos de Itaparica e região recebem formação em desenvolvimento sustentável

Fonte:

SecultBA – Secretaria de Cultura – Governo do Estado da Bahia

 

Com objetivo de mapear, capacitar e valorizar as iniciativas culturais dos territórios baianos com ênfase no desenvolvimento sustentável, a multifacetada estilista Márcia Ganem elaborou o projeto “Design Dialógico – uma Estratégia para a Gestão Criativa de Território”, com base no programa capitaneado pelo Instituto de Design e Inovação – INDI. O projeto contempla Ilha de Itaparica, Valença, Maraú, Saubara e Chapada Diamantina.

O Design Dialógico acaba de passar pelo território da Ilha de Itaparica, onde selecionou 13 projetos nas áreas de ecoturismo, artesanato, artesanato náutico, educação ambiental, valorização e plantio das frutas e ervas nativas, educação e cidadania, consciência étnica, moda, resgate de memória, fotografia, teatro, artes plásticas e saúde, todos eles propostos por integrantes da comunidade local.

Esses projetos serão apresentados a convidados dirigentes da gestão pública e privada no dia 26 de março, durante excursão de barco pela Baía de Todos os Santos, promovida pelo projeto Maré de Março, que mostrará os sítios históricos que contribuíram para o desenvolvimento da Ilha de Itaparica e a construção de diversas cidades do Recôncavo Baiano e de Salvador no período colonial.

 

O programa – que tem como facilitadores a própria Márcia e Inês Grimaux, atual presidente do INDI, entre outros profissionais – pretende transformar o resultado de cada ideia em empreendimento criativo, impulsionado por um design inovador, por uma plataforma digital que articula em rede os vários projetos e territórios, pela produção de vídeos-documentários, pelo desenvolvimento de uma inteligência coletiva que suscite o interesse de parcerias públicas e privadas e pela conscientização de que as ações podem transformar territórios em ecossistemas criativos. “O programa quer mostrar que o design pode e deve estar ao alcance de todos, que a sociedade civil também pode se apropriar dele”, explica Márcia.

 

Entre os projetos da Ilha de Itaparica são o Maré de Março, que integra a preservação do meio ambiente, a valorização do patrimônio histórico-cultural e o desenvolvimento econômico sustentável; o Terra das Crianças, envolvendo 300 pessoas entre alunos, professores e funcionários da Escola Coração de Jesus, tem como objetivo contribuir com a inclusão social de crianças e jovens através da sua participação na conservação e manejo de recursos naturais. Na área de artesanato náutico, o projeto Vamos Navegar resgata a construção de miniatura dos saveiros, tão presentes na história da Ilha de Itaparica. Já o projeto Além dos Cachos, idealizado por três educadoras afrodescendentes de diferentes áreas de formação, foi desenvolvido para criar um espaço de diálogo que aborde temas como identidade, pertencimento, colonialismo e estética negra, entre outros.

Sobre o projeto

O Design Dialógico: Gestão Criativa, Inovação e Tradição foi criado por Márcia Ganem, também autora do livro homônimo, que serviu de base para o programa hoje operado por Márcia com o Instituto de Design e Inovação – INDI. A instituição, uma entidade civil sem fins lucrativos, foi criada em 2006 por um grupo de designers, ambientalistas e artistas, com o objetivo de desenvolver projetos visando a inserir a cultura da criatividade e inovação pautada essencialmente na identidade e no diálogo. O programa é composto por cursos livres de Design, Plataforma Web, Inteligência Coletiva e Áudio Visual, além de coaching e monitoria.

A cada ciclo do programa por localidade, os projetos serão apresentados em diversos formatos, como exposições, espaços de memória, festivais, desfiles, rotas turísticas e outras alternativas, buscando o encontro com possíveis parceiros da gestão municipal, estadual, federal, iniciativa privada e universidades, para continuidade de ações. Para mais informações sobre o projeto acesse www.designdialogico.com.

 

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.
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