O TERREIRO CAXUTÉ NZO KWA NKISI NKASUTE YE KITEMBU MVILA

O Terreiro Caxuté foi fundado em 1994 como um espaço religioso dedicado aos ancestrais Bantu de Nação Kongo – Ngola e aos Caboclos, se dedicando à salvaguarda do modo de viver do povo negro e ameríndio, na valorização de práticas cotidianas esquecidas pela colonização, para vencer os problemas do dia a dia.

A busca da identidade negra nos ensina a criar laços para a luta e convivência entre nós. A nossa fonte é o candomblé e a vivência trazida pelos nossos ancestrais, com os quais aprendemos as coisas importantes da vida e para o bem viver. Os materiais, símbolos, elementos, rituais de iniciação, máscaras, cantigas e cantos, ingorosi e jamberesu são cultivados por nós como símbolo de força e resistência.

Caxuté é a reunião de comunidades tradicionais como pescadores, marisqueiras, pessoas que trabalham com o dendê, artesãos, filhos deste terreiro, que valorizam a terra e a natureza como espaço sagrado de memória biocultural, necessária para a vida material e espiritual.

As manifestações, rituais, fazeres e saberes vividos no terreiro são compartilhados na vivência cotidiana no Caxuté, herança dos mais velhos da tradição Banto e Indígena, que vão sendo propagadas e enriquecidas na experiência do ensinar/aprender que constitui o que aqui chamado de pedagogia do terreiro.

Caxuté torna-se espaço de memória e valorização de tradições, que são tomadas para enfrentar a colonização dos saberes e re-lembrar as estratégias de resistência vividas no passado e no presente. Assim, temos um ambiente para construir nossa identidade como espaço politico de luta.

Na nossa comunidade cultivamos o orgulho de construirmos valores afirmativos de lutarmos como negros/as, coboclos/as, mestiços/as, assim, o terreiro arregimenta valores, práticas, memórias, tradições e vivências ancestrais, instituindo uma pedagogia que busca utilizar-se deste reservatório ancestral para formar os sujeitos.

Buscamos em nossa história as referências para pensarmos nossa existência e nossa vida coletiva: para nós a oralidade e o ‘fazer coletivo’ é a base da vida em terreiro. A religião é fonte de bens culturais, língua, alimentos, músicas, danças, enfim variados elementos de rememoração e de afirmação da nossa história.

Mam´etu kwa nkisi Kafurengá, 2017

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