É MEMORIA! É MUSEU !

A Associação de Arte e Cultura Quilombo do Tereré foi criada oficialmente em 2011 pelos jovens Anatelson Conceição das Neves (Reitel do Berimbau), Edvaldo Correia (Budião) e Antonio Valmir Conceição das Neves (Val Paru), contando com o apoio da comunidade para oferecer às crianças e adolescentes um reforço escolar, aulas de iniciação musical e inglês, assim como, a oportunidade de exercitar a capoeira, o maculelê e o samba de roda, como práticas voltadas para a preservação da cultura local.

Consideramos, entretanto, que a Associação já existia desde meados dos anos 90, mesmo sem sede e organização formal, através da união deste grupo para o desenvolvimento de aulas de capoeira e outras atividades culturais, seja na Casa de Farinha do Maragogipinho, seja em outros espaços da comunidade. Em 2011, iniciamos a construção da sede a partir da doação do terreno feita pela família Conceição das Neves e dos muitos “digitórios” dados pela vizinhança. Já em 2014, através do financiamento coletivo e de mais “digitórios”, conseguimos colocar o telhado, dando nova vida às atividades.

A Associação fica localizada em um sítio que carrega muita história, um lugar de resistência negra, cuja população se formou a partir de famílias vindas do Recôncavo Baiano – a maioria das cidades de Maragojipe, São Félix e São Felipe – e que ocuparam estas terras em torno de uma bica de fonte natural, a chamada Fonte do Tereré, resistindo e lutando contra a opressão proveniente da escravidão.

Em 2016, as comunidades do Tereré e do Maragogipinho, através do processo liderado pela Associação, receberam o Certificado de Auto – Declaração de Comunidades Quilombolas. Deste processo baseado no registro das memórias locais, nasceu o desejo de preservação e valorização do património natural e cultural destas comunidades.

Assim, hoje, 2017, com o apoio do INDI – Instituto de Design e Inovação, através do Programa Design Dialógico, une-se à prática sociocultural da Associação as memórias contidas nos depoimentos da comunidade, para a criação do Museu da Memória Viva dos Quilombos do Tereré e Maragojipinho.

Somos um museu da comunidade e estamos a serviço dela: pesquisando, preservando e divulgando o seu património. Aqui todos são convidados a construir coletivamente um horizonte comum. Somos um museu vivo. Então pra você que chegou até aqui e quiser apoiar de algum modo, toda a ajuda é muito bem vinda!
Segue a gente que aqui tem dendê!

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