Projeto Além dos Cachos

Idealizado por três educadoras afrodescendentes, de diferentes áreas de formação, o projeto “Além dos Cachos” foi desenvolvido na comunidade escolar onde as mesmas lecionavam, o Colégio Júlio Virgínio de Sant’Anna, na cidade de Vera Cruz. A ideia de criar um espaço de dialogo que abordasse temas como: “identidade”, ¨pertencimento”, “colonialismo”, “estética negra”,”negritude”, “empoderamento”, surge em agosto de 2015, a partir da observação de algumas situações racistas, no ambiente escolar, além do esvaziamento de debates aprofundados sobre tais temáticas.

A estética negra, na cultura ocidental, geralmente, e inferiorizada em relacra a europeia. O padrão de beleza hegemônico e construído socialmente, e se reproduz através da invisibilidade na mídia, nos livros didáticos, nos contos de fada dessa parcela da população. dos apelidos que as jovens crespas são obrigadas a lidar desde a infância Percebia-se o alisamento capilar na grande maioria das estudantes, então a ideia era abrir o debate sobre esse fato. e em um segundo momento fazer questiona-las tal realidade.

Embasado na lei federal 10.639, a qual inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade do ensino “Historia e Cultura Afro-brasileira”. Ademais, justifica-se o desenvolvimento do referido projeto, pelo fato que a grande maioria do alunado do Júlio Virgínio eh composto por afrodescendentes.

Como o projeto acontece?

As ações desenvolvem-se por meio de encontros dialogados, abertos a toda comunidade escolar. Nos quais questionamentos e reflexões são levantados e incentivados, promovendo um mergulho na historia do país, dos nossos ancestrais e da historia de cada sujeito envolvido no processo.

Utilizamos curta-metragem, músicas, desenhos, textos, produção de cartazes, dinâmicas, diálogos, reflexões.

INSTRUMENTALIZAR PESSOAS DA COMUNIDADE

Quais os objetivos?

* Contribuir para a transformação social e a construção de paradigmas mais igualitários e inclusivos.

* Incentivar e fortalecer a construção da identidade étnico-cultural dos envolvidos

* Desconstruir padrões de beleza baseada na cultura eurocêntrica

* Contribuir para o a elevação da auto estima

* Desconstruir estereótipos negativos relacionados a população afrodescendente

Metas

Realizar encontros trimestrais em espaços público

Lançamento

O lançamento foi no dia 28 de maio sediado pelo Museu da Memória Viva dos Quilombos Tereré e Maragojipinho. Contou com a participação de integrantes de Ilê Ayê, oferecendo oficinas de turbante e percussão. O evento abrigou também uma Feira de Economia Criativa

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INSCRIÇÃO EM CURSOS

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©2017 DESIGN DIALOGICO: UMA ESTRATÉGIA PARA A GESTÃO CRIATIVA DE TERRITÓRIO
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